
Nos próximos meses, o consumidor brasileiro deve notar um aumento nos preços dos produtor. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em setembro, o IPCA (índice de Preços ao Consumidor Amplo) pode ter alta de até 0,30%, apesar da segunda deflação consecutiva do IPCA-15 (índice de Preços ao Consumidor Amplo 15), que é uma prévia da inflação oficial.
“Devemos ter IPCA entre 0,15%, 0,20% e até 0,30%, o que levará a inflação para algo em torno de 5% no final do ano”, disse o ministro, conforme publicado pela Agência Brasil.
Perspectivas
Apesar da previsão de aumento nos preços para os próximos meses, Mantega afirma que a inflação está sob controle no País, dentro da meta de 4,5% prevista para 2010. “A inflação está um pouco acima do centro da meta, no entanto, devemos terminar o fim do ano com crescimento econômico forte, entre 6% e 7%, e inflação em torno de 5%”.
IPCA-15
Divulgado nesta sexta-feira (20) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em agosto, o IPCA-15 teve deflação de 0,05%, apresentando desaceleração no ritmo de queda, já que, em julho, o índice teve variação negativa de 0,09%. No oitavo mês do ano, os alimentos foram os principais responsáveis pela queda de preços, contribuindo com -0,15 ponto percentual no resultado do índice. Dentre as principais diminuições, destacam-se as dos preços de produtos como batata inglesa (-22,06%), tomate (-21,89%), cebola (-9,26%), açúcar cristal (-3,96%) e leite pasteurizado (-1,93%).
Para Mantega, a queda nos preços foi uma forma de compensação pela alta registrada no primeiro semestre, em decorrência das fortes chuvas que impactaram a produção de alguns gêneros alimentícios. "Tivemos um choque de oferta por causa das chuvas, quando produtos subiram de preço. Depois, começamos a ter queda, mas isso não é permanente. O efeito de redução de preços agrícolas já deve estar terminando”.