
Paulo Gasparoto, presidente da CDL Cuiabá, esclarece que a convenção coletiva 2011, acordada entre Sindicato dos Comerciários e entidades de representação patronal do Setor, baseada na Lei Federal nº 11.603/2007 e autorização da Lei Municipal nº 5.165 de 2008, “estabelece que não está autorizado o trabalho nos feriados do dia 2, e ainda Sexta–feira Santa, 1º de Maio (Dia do Trabalho), 25 de dezembro (Natal) e 1º de janeiro (Ano Novo). Nos demais as lojas podem funcionar, desde que respeitados os critérios trabalhistas”.
Usualmente é observada maior movimentação de pessoas indo às compras nos dias antes e pós-feriados quando há ponto facultativo para o servidor público. A CDL Cuiabá registra até 20% de incremento nestes períodos. Nem todos viajam e estes aproveitam para visitar as lojas. “Com o pagamento dos servidores municipais e estaduais, boa parte deste dinheiro movimentará o comércio das cidades”, avalia Gasparoto, estimando acima de 15% para bares e restaurantes e, dependendo do tipo de entretenimento e público-alvo, superando os 50%”, coloca ele, apontando que algumas pousadas próximas à Cuiabá chegam a 90% de sua ocupação em feriadões.
Em termos de lazer, este é o caso da Praça Popular, que já tem movimento consagrado a semana toda, mas que, como esclarece o gerente do Bar Azeitona, Reginaldo Alexandre, “fica em média 70% mais movimentada” que uma terça-feira normal quando a quarta-feira é feriado, por exemplo. Segundo Gasparoto, hoje em Cuiabá, todos os dias, as pessoas saem e buscam diversão, e boa parte alimentação fora de casa. "Mas, em períodos como estes, pessoas de outras cidades vêm para a capital e somam no fluxo".
Esta também é a opinião do gerente do Shopping Três Américas, José Júlio Cantino. “Muitas pessoas aproveitam para viajar do interior para a capital e, juntamente com os moradores de Cuiabá, procuram mais lazer. No shopping, a praça de alimentação e cinemas têm acréscimos entre 15 e 20%”, fala, acrescentando que os shoppings no dia 2 funcionarão das 11h às 22h (menos lojas).
Especificamente sobre o Dia de Finados há melhora significativa na venda de flores e velas. Pelo levantamento CDL, explica o presidente da entidade, é esperado 30% a mais na comercialização de flores, um percentual que só perde para o Dia das Mães e fica próximo ao do Dia dos Namorados. “No caso das velas, o aumento é em torno de 15%. Mas, em alguns supermercados este índice já foi de 50%. Com a oferta do produto também nos cemitérios e por vendedores ambulantes, além da mudança cultural em torno da tradição, o percentual decresceu”.