
José Wenceslau Júnior, proprietário da Verdão Materiais de Construção, exemplifica mostrando que o estoque é refeito em acordo com o período do ano no setor em que atua. Nos primeiros meses, no segmento de construção, as vendas se concentram nos materiais de acabamento, em função do volume de chuvas durante esta época.
“Nos meses mais chuvosos do ano a construção pesada para, porém o período é aproveitado para fazer a finalização interna das obras, o que acarreta em um grande volume de vendas dos materiais de acabamento”. A partir de abril, quando as chuvas chegam ao fim na região, a construção pesada volta e novamente a busca por materiais para suprir tal demanda tem uma alta. “Porém no mês de julho as vendas de tinta dobram, durante este período é feito o acabamento externo da obra. Quando vai chegando o final do ano as cores de tinta que mais vendidas vão mudando, prata é uma cor que sai bastante, por exemplo”, demonstra Wenceslau, concluindo que o não-acompanhamento desta sazonalidade do segmento leva a deficiência nas vendas e prejuízos de várias ordens.
Roupas - Claudemir Benjamim, gerente da Riachuelo, conta que usa a base de anos anteriores para planejar. “Hoje, por exemplo, já estamos nos planejando para o inverno do ano que vem”. Ele pontua que em uma economia estabilizada é possível trabalhar com uma perspectiva de aumento que varia entre 10 a 15% a cada estação, em relação a igual período do ano anterior.
“Um estoque bem planejado e definido é de extrema importância. Investir no produto certo e na hora certa é essencial”, indica Benjamim. Segundo ele, se a loja tem um estoque muito grande, que não vende, fica com o capital parado; e se o estoque não atender à demanda, a loja deixa de vender. “É preciso ser o mais assertivo possível, pois se o cliente vem à loja e não encontra o que procura, é possível que ele não volte”, conclui