Quarta-Feira, 08 de Fevereiro de 2012
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Sexta-Feira, 03 de Setembro de 2010, 11h19
Comércio eletrônico no Brasil cresce 170%
Da Redação
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Um estudo encomendando pela Visa revelou que o e-Commerce cresceu 170% em 2009 no Brasil, atingindo US$ 13,23 bilhões. Na América Latina e Caribe, o crescimento registrado foi de 39,2% no mesmo período, atingindo US$ 21,8 bilhões. Diversos fatores contribuíram para esse crescimento regional do e-commerce, incluindo mudanças no comportamento dos consumidores, percepções e demanda; aumento no número de computadores, maior penetração da banda larga e melhorias da segurança online; expansão das indústrias-chave tais como viagens e turismo, além do aumento da aceitação dos grandes varejistas, especialmente no Brasil. A estimativa é que até o final de 2011, a região terá um aumento de 58% nas vendas online, atingindo um total de US$ 34,5 bilhões.

Entre 2007 e 2009, os gastos online aumentaram 106% em toda região. O Brasil foi o maior condutor desse crescimento, seguido pelo México, que registrou 91%, Argentina com 56% e Chile com 49%. No que se refere à participação de mercado, na América Latina, o Brasil é o principal país com 61% do consumo total online da região, seguido pelo México com 12% e pelo Chile com 5%.

Embora o canal não tenha atingido a maturidade total na América Latina e no Caribe, este registrou um crescimento de 49% em 2009 representando 0,52% do PIB da região. Os mercados mais maduros da região, em relação à porcentagem de e-commerce e a contribuição para o PIB, são o Brasil com 0,84% e o Chile com 0,64%.


Fatores para o crescimento do e-commerce

Existem diversos fatores que têm contribuído com o crescimento do comércio eletrônico nos últimos dois anos, entre eles estão fatores econômicos, comportamentais e tecnológicos.

· Penetração de computadores e banda larga - No que se refere à tecnologia, mais acesso à Internet e a maior penetração da banda larga contribuíram com o crescimento deste canal. No final de 2009, existiam mais de 181 milhões de usuários de internet e, desses, 38 milhões com acesso à conexão banda larga na região. Conexões mais rápidas facilitam as compras on-line já que esta é uma maneira mais fácil e conveniente de adquirir bens e serviços tanto regionalmente como internacionalmente.

· Pagamentos com cartão oferecem mais segurança online – Muitos emissores e comerciantes tornaram as transações online mais seguras para seus clientes. A percepção dos consumidores sobre a segurança e a confiabilidade associada ao processamento de transações online feitas com cartões melhorou muito ao longo dos anos, abrindo caminho para mais consumidores se motivarem a fazer compras online. O estudo indicou que 88% dos consumidores entrevistados preferem os pagamentos eletrônicos no lugar de dinheiro, cheque e transferência bancária quando realizam compras online, devido à maior segurança e comodidade que os meios de pagamento eletrônico oferecem. Além disso, mais de 72% dos entrevistados consideram os níveis de segurança para compras online como altos ou muito altos.

· Aumento de grandes varejistas – Quanto mais as empresas reconhecem que o comércio eletrônico representa uma grande oportunidade para os seus negócios, mais elas têm modificado e implementado novos e avançados modelos de negócios online adaptados às necessidades específicas dos consumidores, o que tem aumentado o número de transações online localmente e regionalmente. Quanto mais os grandes varejistas continuarem apresentando ofertas cada vez mais sofisticadas, mais eles contribuirão com o aumento do volume de transações online.

· A promessa do comércio eletrônico no Brasil – O Brasil tem se beneficiado principalmente pela entrada de novos grandes varejistas, como Wal-Mart e Casas Bahia, neste canal de vendas. A entrada desses comércios gigantes somada a grandes investimentos tecnológicos e logísticos e ao fluxo de 4,4 milhões de usuários de Internet no País, têm contribuído para o rápido crescimento do Brasil, que registrou mais de US$ 13 bilhões em 2009, o que representou 61% do total de gastos realizados através de comércio eletrônico na região.

· Crescimento da indústria de turismo – A indústria de turismo é responsável, sozinha, por uma grande parte do comércio eletrônico na região, principalmente hotéis e companhias aéreas. Nos últimos anos, várias empresas passaram a oferecer promoções exclusivas e altamente competitivas disponíveis apenas nos seus websites e, com isso, guiam as vendas diretas e aumentam o tráfego via Internet. Muitas pequenas e médias empresas da indústria do turismo também começaram a seguir as estratégias de comércio eletrônico das grandes empresas e adaptá-las às suas necessidades, implementando com sucesso suas vendas online.

· Compras além-fronteiras – Mais recentemente, existe uma tendência cada vez maior dos consumidores da região a fazerem compras online em estabelecimentos internacionais em busca de produtos não encontrados em seus mercados locais, apesar de estarem associados a custos mais elevados de frete. Esta tendência específica também mudou a forma como muitos imigrantes que moram nos Estados Unidos enviam remessas para a região, optando por comprar em uma loja online no local onde seus familiares residem ao invés de enviar dinheiro para eles. No México, um terço das transações feitas online é resultado direto de compras feitas além-fronteiras, devido à sua proximidade com os Estados Unidos.

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