
Os brasileiros estão mais otimistas em relação ao futuro econômico do País, segundo levantamento da GfK divulgado nesta terça-feira (17). Medido em julho, o índice alcançou 104 pontos – 11 pontos acima do registrado em maio.
A avaliação mede a percepção da população brasileira por meio de índices calculados com base em entrevistas com mil consumidores brasileiros. O indicador tem com referência o valor 100: quanto mais acima desse valor, maior a percepção de otimismo.
Esta foi apenas a segunda vez em que o índice de confiança do brasileiro na situação do País ficou acima dos cem pontos. A outra alta havia sido registrada em setembro de 2009, quando bateu recorde de 106 pontos.
Estabilidade
“Os momentos de desenvolvimento do Brasil sempre foram vistos com desconfiança. O próprio crescimento verificado nos primeiros anos do governo Lula era chamado de ‘voo da galinha’, ou seja, sem sustentabilidade em longo prazo. Agora, pela continuidade do período de estabilidade, o brasileiro está mais confiante que o momento atual tende a se prolongar”, explica o diretor executivo da área de Ad Hoc da GfK, Mario Mattos.
Para ele, o resultado do levantamento reflete a projeção positiva que o brasileiro faz de que este momento é duradouro, especialmente quanto ao cenário de crescimento econômico, distribuição de renda, criação de empregos formais, rápida recuperação após a crise e valorização do papel do Brasil no mundo e de ter sido escolhido como país sede da Copa do Mundo e da Olimpíada.
A pesquisa, realizada em 12 cidades das regiões metropolitanas brasileiras, mostra que os homens são mais otimistas que as mulheres: 53% dos entrevistados do sexo masculino acreditam em um período de contínua melhoria, contra 43% das mulheres. Também aparecem como os mais confiantes na economia brasileira nos próximos cinco anos os entrevistados com mais de 56 anos, com 52%, os integrantes da classe C, com 50%, e os da classe B, com 47%.