
Atualmente, é possível notar as mudanças no comportamento do empresário, no tocante à cultura jurídica, diante do bom desenvolvimento dos seus negócios. Até pouco tempo atrás, existia uma visão extremamente limitada de que no desempenho das atividades empresariais, o papel do advogado se restringia à solução de problemas relacionados à necessidade da empresa se defender de algo. Todavia, felizmente essa retórica vem sendo modificada. O empresário moderno está percebendo que precisa agir de maneira preventiva e não reparatória.
A vulnerabilidade a que os empresários estão submetidos, frente a legislações que sofrem rotineiras alterações, tornam a questão ainda mais emergente. Os reflexos são diretos na administração do negócio, evidenciando a importância do empresário estar alerta às diversas áreas do direito. Modificando sua visão para agir de modo preventivo, pesquisas mostram que o empresário vem, cada vez mais, valendo-se de parcerias com advogados, e considerando-os indispensáveis para o sucesso do seu negócio, acabam contando com tais profissionais de forma permanente, fornecendo-lhes o suporte necessário para atuarem na defesa dos interesses da sua empresa.
A exemplo dos assuntos fiscais da empresa, a importância do advogado é patente, visto que antes de se submeter a eventuais arbitrariedades do fisco, é necessário que o empresário possua uma eficiente assessoria jurídica para questionar eventuais notificações de lançamento, antes de pagar ou parcelar o débito tributário respectivo, de modo a evitar cobranças indevidas.
A utilização de técnicas jurídicas para tornar o negócio mais competitivo, como é o caso da utilização de precatórios para pagar tributos com significativos deságios, impugnações de Autos de Infração; contestações trabalhistas, entre outros, pode resultar ganhos significativos para a empresa, posto que a atuação do advogado, em casos tais, seria de forma a não permitir a descapitalização da empresa, possibilitando ao empresário, com a efetivação desse trabalho, uma forma indireta de auferir lucro e competitividade do seu negócio.
Desse modo, pode-se concluir que independentemente do porte da empresa, o departamento jurídico não é mais o freio da vontade do empresário, mas sim um aporte de soluções, em que cada vez mais o advogado influencia na construção de uma empresa forte, protegida e preparada para transpor as adversidades a que o empresariado brasileiro está constantemente submetido.